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	<title>ChefRS &#187; Carnes</title>
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	<description>Gastronomia, receitas e história</description>
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		<title>Cordeiro com Crosta de Ervas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 16:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnes]]></category>
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		<category><![CDATA[assado]]></category>
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		<category><![CDATA[cordeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das carnes mais saborosas é a de cordeiro, nos seus mais diversos cortes. Com ela, é possível fazer pratos deliciosos, desde simples assados na churrasqueira até o mais sofisticado carré de cordeiro. A receita que apresento é um clássico: Agnello in Crosta d&#8217;Erbe, no original, ou Cordeiro com Crosta de Ervas. Essa receita é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/cordeiro1.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1290" title="Cordeiro com Crosta de Ervas" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/cordeiro1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Uma das carnes mais saborosas é a de cordeiro, nos seus mais diversos cortes. Com ela, é possível fazer pratos deliciosos, desde simples assados na churrasqueira até o mais sofisticado carré de cordeiro. A receita que apresento é um clássico: <em>Agnello in Crosta d&#8217;Erbe</em>, no original, ou Cordeiro com Crosta de Ervas.</p>
<p>Essa receita é fácil de fazer e nela é possível utilizar vários cortes: carré, costela, lombo, paleta, etc. No preparo que fiz para o blog usei o pernil de cordeiro. Basicamente a receita consiste em assar o cordeiro. Ao invés de simplesmente colocar a carne in natura no forno, prepara-se uma generosa pasta com ervas e espalha-se na superfície do corte. Depois de assado, o cordeiro fica com uma casquinha saborosa e irresistível.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/cordeirorisoto.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-1293" title="Cordeiro acompanhado de Risotto Al Funghi" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/cordeirorisoto-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O cordeiro nada mais é que uma ovelha jovem. Muito comum aqui no Rio Grande do Sul, onde existem diversos criadores, foi um dos primeiros animais a serem domesticados pelo homem. De acordo com a Wikipedia, a domesticação da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovelha" target="_blank">ovelha</a> começou na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesopotâmia" target="_blank">Mesopotâmia</a> a cerca de 10.000 anos atrás. Por causa disso, muitos cordeiros hoje em dia são altamente dependentes do homem para sua sobrevivência. Felizmente, ainda existem alguns lugares mais remotos que têm ovelhas selvagens, mas são bastante raras.</p>
<p>Abaixo a descrição da receita. Na segunda foto do post o cordeiro aparece acompanhado do<a href="http://www.chefrs.com.br/risotto-al-funghi/"> Risotto Al Funghi</a>, receita que publiquei antes dessa. Bom apetite a todos.</p>
<p><strong>Receita de Pernil de Cordeiro com Crosta de Ervas</strong> (<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/cordeirocrostaervas.mp3">mp3</a>/<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/cordeirocrostaervas.pdf">pdf</a>)</p>
<p><em>Ingredientes<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/corrdeiro2.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-1297" title="Cordeiro com Crosta de Ervas" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/09/corrdeiro2-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><br />
</em></p>
<ul>
<li>2 Kg de pernil de cordeiro</li>
<li>2 dentes de alho amassados</li>
<li>3 colheres de sopa de parmesão ralado</li>
<li>½ xícara de farinha de rosca</li>
<li>1 punhado de orégano</li>
<li>1 punhado de alecrim fresco picado</li>
<li>1 punhado de salsa fresca picada</li>
<li>3 colheres de sopa de azeite de oliva</li>
<li>1 e ½ xícara de água fervendo</li>
<li>quanto basta de sal</li>
<li>quanto basta de pimenta do reino</li>
</ul>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>Faça vários cortes na superfície do cordeiro e tempere com sal e pimenta. Reserve. Em uma vasilha misture o alho amassado, o parmesão, a farinha de rosca, o orégano, o alecrim, a salsa e o azeite de oliva. Misture tudo até formar uma pasta. Espalhe a pasta sobre o cordeiro, fazendo com que penetre nos cortes realizados.</p>
<p>Pré-aqueça o forno a 200ºC. Coloque o cordeiro em uma forma com grelha, adicionando a água fervendo na base da assadeira. Asse por 1 hora, adicionando mais água quente na base da assadeira se ela secar.</p>
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		<title>Hambúrguer</title>
		<link>http://www.chefrs.com.br/hamburguer/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 11:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnes]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Chessburguer]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Hamburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Lanche]]></category>

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		<description><![CDATA[Hambúrguer é uma palavra com pelo menos dois significados. O primeiro é de um bife arredondado constituído de carne picada. O segundo é de um sanduíche, formado por pães arredondados recheado com esse bife, acrescido de condimentos, alface e tomate, dentre outros possíveis ingredientes. O termo vem da palavra americana hamburger, carinhosamente apelidado também de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1211" title="Cheeseburger" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Hambúrguer é uma palavra com pelo menos dois significados. O primeiro é de um bife arredondado constituído de carne picada. O segundo é de um sanduíche, formado por pães arredondados recheado com esse bife, acrescido de condimentos, alface e tomate, dentre outros possíveis ingredientes. O termo vem da palavra americana <em>hamburger</em>, carinhosamente apelidado também de <em>burger</em> para simplificar. Aliás, quando o sanduíche leva queijo na receita, é algumas vezes denominado <em>cheeseburger</em>.</p>
<p>A origem não poderia ser outra que não a americana. Porém, o nome passa uma impressão de origem Alemã. Derivado do nome de uma cidade na Alemanha, o termo significa um morador de <a href="http://" target="_blank">Hamburgo</a>, a segunda maior daquele país. <em>Burg</em> vem de burgo, ou seja, casa nobre ou aldeia; na região norte da Alemanha, em que a cidade de Hamburgo está localizada, o termo indica castelo. Portanto <em>Bürguer</em>, no original, significa um morador de castelo.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer_pao.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1214" title="Hambúrguer em finalização" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer_pao-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Usar o termo de moradores de um cidade para designar determinadas receitas ou ingredientes é bastante comum, veja por exemplo os termos Mostarda Dijon, Salsicha Viena e  Pizza Napolitana. Porém, no caso do hambúrguer, essa é uma falsa impressão. Não há dúvidas de que o bife de carne moída teve sua origem nos Estados Unidos. Algumas fontes indicam que o termo surgiu por que o inventor era um imigrante alemão vindo de Hamburgo.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer_grelha.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1220" title="Hambúrgueres na grelha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer_grelha-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Existem algumas pessoas que são atribuídas como inventores do hambúrguer. E como muitas outras criações culinárias, fica difícil precisar o real autor. Apesar disso, os autores do pão arredondado e do cheeseburger são designados sem muita controvérsia. O primeiro teria sido inventado pelo fundador do restaurante<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/White_Castle_(restaurant)" target="_blank"> White Castle</a> em <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wichita,_Kansas" target="_blank">Wichita</a></em> no <em>Kansas</em>. Já o segundo, teria sido criado por Lionel Sternberger de 16 anos, quando grelhava um hambúrguer no restaurante do pai dele, em <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pasadena,_California" target="_blank">Pasadena</a></em> na Califórnia, e resolveu colocar uma fatia de queijo sobre a carne.</p>
<p>A história mais popular sobre a criação do Hambúrguer é de que Fletch Davis o teria criado em <em><a href="http://" target="_blank">Athens</a></em> (Atenas em português)  no <em>Texas</em>. O velho Dave, como era conhecido, teria decidido criar algo novo a partir de carne moída e usado para rechear pães torrados. Essa história que é também a aceita e divulgada pelo McDonalds®, atualmente o maior vendedor de hambúrgueres do mundo,  diz que <em>old</em> Dave vendia por volta de 1880 os sanduíches em seu restaurante e teria levado a iguaria para conhecimento de um público maior na feira mundial de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/St._Louis,_Missouri" target="_blank">Saint Louis</a>, Missouri de 1904.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer_cru.jpg"><img class="size-medium wp-image-1217 alignright" title="Preparo do Bife de Hambúrguer" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer_cru-300x271.jpg" alt="" width="300" height="271" /></a>Só para complicar um pouco mais, um <a href="http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A1021825">artigo da BBC</a> de maio de 2003 afirma que os Tártaros já comiam bolo de carne com pão na era Medieval. Essa seria a origem mais remota, apesar do fato de que os Tártaros comiam essa carne crua, o que deu origem ao famoso bife tartar. Mas essa é outra história.</p>
<p>Abaixo apresento as duas receitas: do bife de carne moída e do sanduíche. Claro que para a segunda, muitas variações adicionais são possíveis. Talvez as mais frequentes sejam a adição de bacon, cebolas e picles. O bife de hambúrguer pode ser preparado em chapas, frigideiras ou grelhas. Sugiro usar o George Foreman® Grill, que faz um hambúrguer delicioso e com menos gordura. Bom proveito!</p>
<p><strong>Receita de Hambúrguer</strong> (<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer.mp3">mp3</a> / <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hamburguer.pdf">pdf</a>)<br />
(serve 6 pessoas)</p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<ul>
<li>600g de guisado</li>
<li>1 cebola média, picada</li>
<li>1 colher de sopa de cebolinha, picada</li>
<li>2 colheres de sopa de salsa, picada</li>
<li>½ xícara de miolo de pão, embebido em leite</li>
<li>2 colheres de sopa de cachaça</li>
<li>2 colheres de chá de sal</li>
<li>1 colher de sopa de azeite de oliva, extravirgem</li>
<li>quanto basta de pimenta do reino</li>
</ul>
<p>Para os Sanduíches:</p>
<ul>
<li>6 pães cervejinha</li>
<li>12 folhas de alface americano</li>
<li>2 tomates, cortados em rodela</li>
<li>6 fatias de queijo lanche</li>
<li>quanto basta de maionese</li>
<li>quanto basta de mostarda</li>
<li>quanto basta de ketchup</li>
</ul>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>Pique a cebola, a salsa e a cebolinha. Misture ao guisado. Adicione o pão embebido em leite, a cachaça, o azeite, o sal e a pimenta. Misture tudo. Divida em 6 partes e modele em formato de hambúrguer. Enrole em papel filme e coloque no freezer por cerca de 15 minutos.</p>
<p>Frite ou grelhe o hambúrger. Se for usar o George Foreman® Grill, deixe o hambúrguer grelhar por cerca de 4 minutos de cada lado, após aquecido.</p>
<p>Preparo dos Sanduíches</p>
<p>Pré-aqueça o forno a 180ºC. Desligue o forno. Deixe os pães aquecer, no forno desligado, enquanto o hambúrguer é preparado. Para fazer cada sanduíche, abra o pão, espalhe maionese, coloque o alface e o tomate. Depois, ponha o hambúrguer e cubra com a fatia de queijo. Tempere com mostarda e ketchup a gosto.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Boeuf Bourguignon</title>
		<link>http://www.chefrs.com.br/boeuf-bourguignon/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 12:51:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnes]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[cebola]]></category>
		<category><![CDATA[cozido]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti esses dias o filme Julie &#38; Julia (2009) e lembrei dessa excelente receita que gosto muito. No filme, que é baseado em duas histórias reais, Julie Powell (interpretada por Amy Adams) prepara, entre diversas receitas, um Boeuf Bourguignon do excelente livro Mastering the Art of French Cooking de Julia Child (no filme interpretada por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bourguignon_prato.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1052" title="Boeuf Bourguignon com arroz " src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bourguignon_prato-300x287.jpg" alt="" width="300" height="287" /></a></strong>Assisti esses dias o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt1135503/" target="_blank">Julie &amp; Julia (2009)</a> e lembrei dessa excelente receita que gosto muito. No filme, que é baseado em duas histórias reais, Julie Powell (interpretada por Amy Adams) prepara, entre diversas receitas, um Boeuf Bourguignon do excelente livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=7730&amp;tipo=2&amp;isbn=0375413405">Mastering the Art of French Cooking</a> de Julia Child (no filme interpretada por Meryl Streep).  Já aviso àqueles que gostam de pratos rápidos e fáceis que esse não é o caso: reserve pelo menos uma tarde inteira, para comer o prato no almoço do dia seguinte. É possível abreviar o preparo e jantar no mesmo dia, mas recomendo que o prato &#8220;durma&#8221; na geladeira de um dia para o outro. Em resumo: no mínimo de 7 a 8 horas de envolvimento na cozinha. Mas compensa, eu garanto!</p>
<p>O <em><a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Bœuf_bourguignon" target="_blank">bourguignon</a></em>, como é conhecido na França, é um prato popular. Cada dona de casa que se preze tem sua própria receita e restaurantes mais modestos incluem o prato no seu cardápio. Não existe uma receita única, mas sim centenas de variações. Apresento uma versão do prato inspirado livremente no <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=7730&amp;tipo=2&amp;isbn=0609609718">Larousse Gastronomique</a>, porém com toques pessoais.</p>
<p>Como não poderia deixar de ser, o prato é originário da Borgonha (<a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Bourgogne" target="_blank">Bourgogne</a> no original). Alguns autores questionam essa origem, argumentando que o clássico livro <em>Cuisinier bourguignon</em> de Alfred Contour não inclui essa receita; para justificar o nome, dizem que é por causa dos dois principais ingredientes (carne e vinho tinto), destaques da região no país.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dutchoven.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1049" title="French oven" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dutchoven-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Uma das técnicas que uso no preparo, e que também é utilizada pela Julie do filme, é cozinhar a carne em uma panela de ferro no forno. É importante empregar uma panela que não possua partes de madeira, nas alças ou tampa. Essa panela é muitas vezes conhecida internacionalmente como <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dutch_oven" target="_blank">Dutch oven</a></em> (ou <em>French</em> <em>oven</em>).O termo original vem do sistema de produção com ferro fundido usado pelos holandeses para fabricação das panelas.  No século 16 a panela era pendurada em uma fogueira produzindo um cozimento lento.</p>
<p>O termo <em>French oven</em> surgiu depois e foi criado provavelmente para designar as maravilhosas panelas francesas que podem ser utilizadas para esse fim, tais como as produzidas pela <a href="http://www.lecreuset.com.br/" target="_blank">Le Creuset</a>. Infelizmente, ainda não tenho nenhuma panela Le Creuset, e portanto tive de usar uma panela de ferro tradicional desaparafusando a madeira que serve de alça para a tampa. Funciona.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bourguignon.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1046" title="Boeuf Bourguignon" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bourguignon-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Tendo a panela, o tempo e a disposição necessária, mãos à obra. Cuide para não ultrapassar o tempo de forno, a própria Julie no filme se passa na 1ª vez que faz o prato e queima tudo. Sugiro usar um despertador, mas nem isso adiantou no caso do filme&#8230;</p>
<p>O resultado final do cozimento é excepcional: uma carne que se desmancha e um molho espesso com gosto de carne e vinho. Só provando para saber do que estou falando.</p>
<p>Bon Appétit!</p>
<p><strong>Receita de Bouef Bourguignon </strong>(<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bourguignon.pdf">pdf</a> / <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bourguignon.mp3">mp3</a>)</p>
<p>(serve 6 pessoas)</p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<ul>
<li>1,5 kg de alcatra</li>
<li>150 gr de costela de porco salgada</li>
<li>3 cebolas roxas médias</li>
<li>1 cálice de conhaque</li>
<li>500 ml de vinho tinto seco</li>
<li>300 ml de caldo de carne</li>
<li>1 dente de alho</li>
<li>25 cebolas bem pequenas</li>
<li>3 colheres de sopa de azeite de oliva</li>
<li>4 galhos de tomilho</li>
<li>6 ramos de salsa</li>
<li>4 folhas de louro</li>
<li>½ xícara de farinha de trigo</li>
<li>quanto basta de manteiga</li>
<li>quanto basta de sal</li>
<li>quanto basta de pimenta-do-reino</li>
</ul>
<p><em>Modo de preparo</em></p>
<p>1. <span style="text-decoration: underline;">Marinada</span> (tempo estimado: 3,5 horas)</p>
<p>Corte a carne em quadrados de aproximadamente 5 cm de lado e 6mm de espessura.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cortecarne.jpg"><img class="size-medium wp-image-1055  aligncenter" title="Corte da Carne" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cortecarne-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Tempere-os com sal e pimenta. Coloque as peças de carne em uma travessa retangular de vidro. Ponha por cima as cebolas roxas cortadas em fatias, metade do azeite de oliva e metade das ervas (tomilho, salsa e louro). Despeje por cima o vinho. Cubra com papel filme e deixe marinando na geladeira por pelo menos 3 horas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/marinada.jpg"><img class="size-medium wp-image-1056  aligncenter" title="Marinada" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/marinada-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>2. <span style="text-decoration: underline;">Pré-preparo </span>(tempo estimado: 30 minutos )</p>
<p>Individualize as costelas de porco e retire algumas lascas, como se fossem finos palitos de fósforos, mantendo parte da carne junto aos ossos da costela. Reserve.</p>
<p>Esmague um dente de alho e reserve.</p>
<p>Faça um bouquet Garni usando a metade restante das ervas. Amarre-as em um cordão e reserve.</p>
<p>Prepare um caldo de carne ou dissolva um tablete de caldo de carne em 300 ml de água. O ideal é fazer um caldo caseiro.</p>
<p>Retire as carnes da marinada, escorrendo o máximo possível do caldo e reserve. Pegue algumas rodelas de cebola da marinada e pique. Guarde também o restante do caldo com as cebolas em rodelas, retirando apenas as ervas.</p>
<p>3. <span style="text-decoration: underline;">Cozimento</span> (tempo estimado: 2,5 horas)</p>
<p>Para o cozimento use uma panela de ferro fundido que possa ir ao forno. Aqueça a panela na boca do fogão e adicione o azeite. Coloque então a cebola picada e o porco. Frite até o porco ficar bem cozido.</p>
<p>Em um prato espalhe 1/2 xícara de farinha de trigo e reserve. Aos poucos vá fritando os quadrados de carne até ficarem dourados. A medida que a carne ficar dourada, retire da panela e coloque na farinha, passando em ambos os lados para escorrer bem a gordura. Repita esse processo até que a carne esteja toda frita. Então, retire da panela as costelas de porco que contém osso. As finas lascas de porco continuam no cozimento.</p>
<p>Adicione toda a carne frita na panela com a farinha utilizada. Coloque por cima o cálice de conhaque e ateie fogo. Quando o fogo cessar por completo, coloque o caldo restante da marinada com as cebolas em rodelas. Aqueça por alguns segundos e adicione o caldo de carne, o alho esmagado e o bouquet garni. Deixe ferver. Tampe bem a panela e coloque, por duas horas, em um forno pré-aquecido a 180ºC.</p>
<p>Após o cozimento o bourguignon pode ser guardado para ser finalizado e servido no dia seguinte. Assim, a carne absorve mais o tempero e fica ainda mais saborosa.</p>
<p>4. <span style="text-decoration: underline;">Finalização</span> (tempo estimado: 30 minutos)</p>
<p>Descasque as cebolas pequenas e frite-as na manteiga. Deixe-as levemente douradas. Adicione no bourguignon e aqueça por cerca de 20 minutos. Retire o bouquet garni antes de servir. Sirva acompanhado de arroz branco.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cebolinhas.jpg"><img class="size-medium wp-image-1057   aligncenter" title="Cebolas pequenas levemente douradas" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cebolinhas-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><em>Observações</em></p>
<p>- Se quiser fazer um caldo de carne caseiro que rende exatamente a porção necessária do bourguignon faça o seguinte (ingredientes não previstos na receita original): use 50gr de cenoura bem picada, 1 cebola pequena bem picada e 200 gr de carne cortadas em pedaços (preferencialmente vitela ou ossobuco); frite a cebola e cenoura no azeite, adicione a carne e frite bem; coloque 1 litro de água e ferva por cerca de 45 minutos.</p>
<p>- Além da cebola é possível adicionar cogumelos. Realize o mesmo procedimento das cebolas pequenas e adicione junto na finalização. Use cogumelos Paris frescos;</p>
<p>- Para um prato mais barato, pode-se usar colchão, patinho ou até mesmo pá ao invés de alcatra. Como cozinha bastante, não há muita variação no sabor.</p>
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		<title>Picanha Invertida</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnes]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[forno]]></category>
		<category><![CDATA[picanha]]></category>
		<category><![CDATA[provolone]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[A picanha é um dos símbolos do churrasco gaúcho, junto com a costela, é claro. Presença constante nas churrascarias e nos churrascos &#8220;caseiros&#8221;  de domingo, bastante tradicionais por aqui. Moro em um bairro de casas, na zona sul de Porto Alegre. Uma das sensações interessantes é sair para caminhar no domingo, final da manhã, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/picanha-invertida.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-950" title="Picanha Invertida" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/picanha-invertida-300x199.jpg" alt="Picanha Invertida" width="300" height="199" /></a>A picanha é um dos símbolos do churrasco gaúcho, junto com a costela, é claro. Presença constante nas churrascarias e nos churrascos &#8220;caseiros&#8221;  de domingo, bastante tradicionais por aqui. Moro em um bairro de casas, na zona sul de Porto Alegre. Uma das sensações interessantes é sair para caminhar no domingo, final da manhã, e sentir o cheiro de churrasco que se espraia pelas ruas do bairro&#8230; Já chego em caso com o apetite pronto: basta espetar a carne, fazer a caipirinha (ou pegar uma cerveja gelada) e começar o fogo, até o carvão arder em brasas. Daí pra frente começo a contribuir para o &#8220;perfume&#8221; local <img src='http://www.chefrs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Gosto da picanha mal passada, como muito dos apreciadores locais. Claro que existem diversos &#8220;níveis&#8221; de mal passado. Não estou falando de &#8220;sashimi de picanha&#8221;, mas acredito que ao assar demais a carne, ela fica dura e &#8220;chicletenta&#8221;. Aliás, tome cuidado ao comprar a picanha. Se ela pesar mais de 1,5kg, provavelmente você está comprando gato por lebre: geralmente a parte do boi chamada de picanha não ultrapassa esse peso.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Picanha.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-952" title="Picanha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Picanha-300x199.jpg" alt="Picanha" width="300" height="199" /></a>A picanha é um corte típico brasileiro do traseiro do boi. Em formato triangular, ela faz fronteira com o alcatra e  com o filé mignon. Alguns estudiosos do assunto consideram a picanha como parte do alcatra.  Outros países não costumam ter esse corte, pois cada um tem sua própria divisão das reses. Por exemplo, na nossa vizinha Argentina o boi tem uma divisão totalmente diferente e a picanha fica situada no corte denominado <em>Cuadril</em>. Tipicamente é chamada de <em>Tapa de Cuadril</em>. Já para os norte-americanos, a picanha constitui uma parte do chamado <em>Rump</em>. Segundo a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rump_cover" target="_blank">Wikipedia</a>, a picanha por lá seria denominada <em>Rump Cover</em>.</p>
<p>O nome picanha, segundo o veterinário Pedro Eduardo de Felício da Unicamp descreveu na revista <a href="http://mundoestranho.abril.com.br/alimentacao/pergunta_286612.shtml" target="_blank">Mundo Estranho</a> da Editora Abril, &#8220;(&#8230;) vem do costume de tocar os bois com uma vara comprida, chamada de picana na região Sul. Com o tempo, a área atingida foi batizada com o nome do instrumento.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/prato_picanha.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-956" title="Prato com Picanha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/prato_picanha-300x199.jpg" alt="Prato com Picanha" width="300" height="199" /></a>A receita desse post é a picanha invertida. Ela não é uma receita de churrasqueira, mas sim de forno. Quem me apresentou para a receita foi meu cunhado Gerson (não sei se é invenção dele, mas credito a ele a fonte do prato para o blog). O nome do prato vem de uma ação que deve ser realizada na picanha: a inversão do pedaço. Na receita abaixo, há uma descrição detalhada da inversão, parte mais difícil da receita. Depois disso é temperar, rechear com queijo provolone, assar em fogo baixo e se deliciar com a receita.</p>
<p>Bom Apetite, vivente!</p>
<p><strong>Receita de Picanha Invertida</strong> (<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/picanha_invertida.pdf">pdf</a>/<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/picanha_invertida.mp3">mp3</a>)</p>
<p>(serve de 3 a 4 pessoas)</p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<ul>
<li>1,5 kg de picanha</li>
<li>300 gr de queijo Provolone</li>
<li>1 cálice de conhaque</li>
<li>quanto basta de sal grosso</li>
<li>quanto basta de Adobo</li>
</ul>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>O primeiro passo é inverter a picanha. Faça uma abertura com a faca na picanha, no sentido longitudinal, da parte mais grossa para a parte mais fina (como na segunda foto do blog). Tome cuidado para não furar a picanha. Remova o excesso de gordura da picanha (parte dura da gordura). Empurre a ponta da picanha para dentro e comece a puxar pela cavidade feita com a faca.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inversao1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-959" title="Início da Inversão da Picanha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inversao1-300x199.jpg" alt="Início da Inversão da Picanha" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Vá repetindo esse processo até a ponta entrar completamente na picanha e ela virar.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inversao2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-960" title="Processo de inversão da Picanha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inversao2-300x199.jpg" alt="Processo de inversão da Picanha" width="300" height="199" /></a></p>
<p>O resultado final é a picanha invertida: a parte com a gordura (já retirados os excessos) fica para dentro.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inversao3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-961" title="Picanha já invertida" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inversao3-300x199.jpg" alt="Picanha já invertida" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Depois de invertida, o próximo passo é rechear a picanha com o queijo provolone: retire a casca do queijo, corte em cubos e coloque dentro da carne.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/recheio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-962" title="Picanha com o recheio" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/recheio-300x199.jpg" alt="Picanha com o recheio" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Depois vem o tempero. Coloque o conhaque e o adobo (por dentro e por fora da peça). Se possível, feche a cavidade da picanha com cordão.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fechamento1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-964" title="Fechando a Picanha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fechamento1-300x199.jpg" alt="Fechando a Picanha" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Não há problemas se não fechar, só vai sair um pouco do recheio para a forma.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fechamento2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-963" title="Picanha fechada" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fechamento2-300x199.jpg" alt="Picanha fechada" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Cubra a picanha com sal grosso. Pré-aqueça o forno em temperatura baixa (180ºC) e asse, mantendo a temperatura do forno, por cerca de uma hora ou até atingir o ponto desejado.</p>
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		<title>Filé na Mostarda</title>
		<link>http://www.chefrs.com.br/file-na-mostarda/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 18:01:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnes]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[creme de leite]]></category>
		<category><![CDATA[filé]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[mostarda]]></category>

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		<description><![CDATA[A Mostarda é bastante empregada no Brasil como um condimento. Muito utilizada na forma de pasta ou molho para temperar lanches, tais como cachorro-quente e bauru, e pizzas. Porém, pouco empregada na culinária tradicional e como condimento de carnes, algo bastante comum em países como França e Alemanha. A base do condimento de mostarda é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/10/file_mostarda.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-929" title="Filé na Mostarda" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/10/file_mostarda-300x199.jpg" alt="Filé na Mostarda" width="300" height="199" /></a>A Mostarda é bastante empregada no Brasil como um condimento. Muito utilizada na forma de pasta ou molho para temperar lanches, tais como cachorro-quente e bauru, e pizzas. Porém, pouco empregada na culinária tradicional e como condimento de carnes, algo bastante comum em países como França e Alemanha.</p>
<p>A base do condimento de mostarda é a semente da mostardeira (ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mustard_plant" target="_blank">Mustard Plant</a>), misturada com suco cítrico, vinagre e sal.  Pode ser encontrada na forma suave até uma variedade extremamente picante. Os ingleses e alemães consomem muito a mostarda forte, ao passo que os americanos costumam utilizar uma mostarda mais suave e adocicada, contendo açúcar na sua fórmula.</p>
<p>Talvez a mais famosa das mostardas seja a francesa de Dijon, no original <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Moutarde_de_Dijon" target="_blank">Moutarde de Dijon</a>. Porém, a França não faz parte do grupo dos maiores produtores de sementes de mostarda do mundo, tais como Canadá (cerca de 40% do total), Nepal, República Checa e Rússia. Outra mostarda bem característica, e também muito saborosa, é a escura, feita a partir da semente preta e não da tradicional amarelada.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/10/prato_file.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-931" title="Filé ao Molho de Mostarda acompanhado de Risoto de Funghi" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/10/prato_file-300x199.jpg" alt="Filé ao Molho de Mostarda acompanhado de Risoto de Funghi" width="300" height="199" /></a>Independente do tipo de mostarda, do formato e do quanto ela é picante, seu uso como condimento de carnes é excepcional, como pode ser observado no <a href="http://www.chefrs.com.br/lombo-caramelado/">post do Lombo Caramelado</a>. Na receita de hoje, a mostarda junta-se ao creme de leite fresco e ao filé mignon produzindo um sabor magnífico. Na foto acima, ela vem acompanhada de um <a href="http://www.chefrs.com.br/risotto-al-funghi/ ‎">Risotto Al Funghi</a>, mas essa receita fica para outro post&#8230;</p>
<p>Bom proveito <img src='http://www.chefrs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Receita de Filé na Mostarda</strong> (<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/10/file_mostarda.mp3">mp3</a> / <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/10/file_mostarda.pdf">pdf</a>)</p>
<p>(serve de 4 a 5 pessoas)</p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<ul>
<li>1,2 Kg de filé mignon cortado em medalhões</li>
<li>4 colheres de sopa de manteiga</li>
<li>½ xícara de conhaque</li>
<li>2 tabletes de caldo de carne</li>
<li>4 colheres de sopa de mostarda</li>
<li>350 gramas de creme de leite fresco, pasteurizado (nata)</li>
<li>2 xícaras de água fervendo</li>
<li>2 colheres de sopa de salsa picada</li>
<li>quanto basta de sal</li>
<li>quanto basta de pimenta do reino</li>
</ul>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>Aqueça uma porção da manteiga na frigideira (cerca de 1/2 colher de sopa). Frite os filés um a um, acrescentando manteiga conforme o necessário. Tempere-os depois de fritos com sal e pimenta à gosto. Após fritar, mantenha-os aquecido (por exemplo em uma travessa mantida quente no forno). Após terminar a fritura, é hora de flambar os filés: coloque-os em uma frigideira grande, em fogo alto, regue com o conhaque e incline a frigideira no fogão até o conhaque incendiar. Quando o fogo se extinguir, passe os filés para a travessa aquecida. Junte o caldo de carne dissolvido em 2 xícaras de água fervente a gordura que ficou na frigideira e leve ao fogo até ferver. Adicione a mostarda e mexa bem. Desligue o fogo, acrescente o creme de leite e a salsa picada e misture bem. Despeje o creme sobre os filés e sirva em seguida.</p>
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		<title>Lombo Caramelado</title>
		<link>http://www.chefrs.com.br/lombo-caramelado/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 11:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnes]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[glicose]]></category>
		<category><![CDATA[lombo]]></category>
		<category><![CDATA[porco]]></category>
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		<description><![CDATA[O porco tem sido discriminado em épocas de gripe suína. Isso é uma grande bobagem, já que não é possível a transmissão da gripe A através do seu consumo. Aproveitando o ensejo, trago a primeira receita com porco do blog. Ela é excepcional. Minha amiga Denise me apresentou à receita. Sei que a mãe dela, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo_prato.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-808" title="Lombo Caramelado com Arroz" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo_prato-300x199.jpg" alt="Lombo Caramelado com Arroz" width="300" height="199" /></a>O porco tem sido discriminado em épocas de gripe suína. Isso é uma grande bobagem, já que não é possível a transmissão da gripe A através do seu consumo. Aproveitando o ensejo, trago a primeira receita com porco do blog. Ela é excepcional. Minha amiga Denise me apresentou à receita. Sei que a mãe dela, Dna. Mariza, costuma fazer muito esse prato e é a referência mais distante que tenho da origem da receita.</p>
<p>O prato é muito simples de ser preparado. Até mesmo quem nunca se aventurou na cozinha pode experimentar. Talvez o procedimento mais difícil seja derreter a manteiga. Tá bem, exagerei. Mas fica a dica de colocar alguns minutos no microondas e tá feito <img src='http://www.chefrs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Além da gripe, o porco vem sofrendo muita restrição há diversos anos. Para ilustrar, cito o  judaísmo, que define um conjunto de leis alimentares chamadas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cashrut" target="_blank">Cashrut</a>, e prega a ingestão apenas de alimentos próprios para o consumo ou <em>kosher</em>. Os demais alimentos, como por exemplo a carne de porco, o camarão e a lagosta, são considerados impróprios, ou <em>treif</em>.</p>
<p>Existem diversos mitos que cercam a carne de porco: que ela é mais &#8220;pesada&#8221; que a carne de rês, que faz mal a saúde, que causa doenças, que é muito gorda, que causa alergia, etc. Talvez a única verdade  é o fato de que se a carne de porco é mal cozida pode transmitir parasitas. Isso pode ocorrer, mas é facilmente evitável com o cozimento pleno da carne.</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo_zoom.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-816" title="Lombo Caramelado" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo_zoom-300x197.jpg" alt="Lombo Caramelado" width="300" height="197" /></a>O &#8220;caramelado&#8221; da receita vem do uso da glicose (alguns chamam de glucose) de milho. Hoje existem diversas marcas que fabricam o ingrediente, mas antigamente só tínhamos o popular Karo ®. O produto foi elaborado nos EUA em 1902 e o seu nome é uma homenagem a esposa do criador, de acordo com o <a href="http://www.signal.com.br/brands/alimentos/karo.aspx" target="_blank">site do fabricante</a>. Além disso, o site acrescenta que a marca só chegou ao Brasil em 1933, importada dos americanos. Sua fabricação no Brasil somente aconteceu a partir de 1946. Esse tipo de alimento é muito conhecido nos Estados Unidos com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Syrup">syrup</a> (tradução literal xarope).</p>
<p>Existem diversos <em>syrups</em> e o da receita é conhecido com <em>corn</em> (milho) <em>syrup</em>. Talvez a principal estrela da categoria seja o <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maple_syrup" target="_blank">Maple</a></em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maple_syrup" target="_blank"> </a><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maple_syrup" target="_blank">syrup</a></em>. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maple" target="_blank">Maple</a> em português significa Bordo ou Ácer e é o nome da árvore do qual o xarope é extraído. A árvore é bastante popular no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Canada" target="_blank">Canadá</a>, aliás a sua folha aparece na bandeira do país. Talvez por causa disso, o Maple canadense seja considerado o melhor do mundo. E é realmente muito bom. Para falar a verdade já tentei usar o famoso syrup na receita do lombo e não ficou tão gostoso. O lombo apresentou uma consistência mais dura do que a obtida com a glicose. Se você tem Maple syrup em casa, surgiro guardar para comer com <em>pancake</em>. Mas essa receita fica para outro post&#8230;</p>
<p>Abaixo apresento a receita do lombo. Não tem mistério, é bem fácil de fazer.</p>
<p>Bom apetite!</p>
<p><strong>Receita de Lombo Caramelado </strong>(<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo_caramelado.mp3">mp3</a> / <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo_caramelado.pdf">pdf</a>)</p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<p>1 lombo de porco (entre 1 e 1,2 Kg)<br />
1 bisnaga de glicose ou glucose de milho (360 gr)<br />
1 bisnaga de mostarda (190 gr)<br />
100 gr de manteiga<br />
quanto basta de sal<br />
quanto basta de pimenta do reino</p>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>Em uma assadeira retangular coloque o lombo temperado com sal e pimenta. Cubra com a mistura da manteiga derretida, mostarda e glicose. Leve ao forno pré-aquecido a temperatura média até que o lombo esteja completamente cozido (cerca de uma hora).</p>
<p><a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-807" title="Lombo Caramelado na assadeira" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/08/lombo1-300x199.jpg" alt="Lombo Caramelado na assadeira" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Observações</p>
<ul>
<li>A assadeira correta é fundamental (ver fotos do post). Precisa caber o lombo de forma que fique coberto pelo molho. Ele cozinha dentro desse molho;</li>
<li>Manteiga pode ser substituída por margarina. Não gera um prato tão gostoso, mas com menos gordura.</li>
</ul>
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		<title>Strogonoff</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 15:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Strogonoff é uma comida bastante popular no Brasil e muito presente nos buffets aqui pelo RS. Acho que é uma comida subvalorizada, pois é muito encontrada feita com ingredientes de baixa qualidade ou receitas que fazem “render mais” o prato. Um bom Strogonoff, “bem feitinho”, tem o seu valor&#8230; Vamos a história. De acordo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-174" title="Strogonoff" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/strogonoffpeq1-300x224.png" alt="Strogonoff" width="300" height="224" />O Strogonoff é uma comida bastante popular no Brasil e muito presente nos buffets aqui pelo RS. Acho que é uma comida subvalorizada, pois é muito encontrada feita com ingredientes de baixa qualidade ou receitas que fazem “render mais” o prato.</p>
<p>Um bom Strogonoff, “bem feitinho”, tem o seu valor&#8230;</p>
<p>Vamos a história. De acordo com a bíblia da gastronomia, o <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=7730&amp;tipo=2&amp;isbn=0609609718">Larousse Gastronomique</a>, o Strogonoff é um prato clássico da culinária russa, como era de se esperar pelo seu nome. Chamado no livro de Stroganov (com “a” ao invés de “o” e “v” no fim), o nome é uma homenagem a uma família da Rússia de ricos negociadores de arte. Os Stroganovs se espalharam por toda Europa e eram originalmente de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Veliky_Novgorod" target="_blank">Novgorod</a>. Diz a enciclopédia que um dos Strogonovs empregou um cozinheiro Francês (eles sempre estão no meio dos grandes feitos da culinária mundial) que pode ter criado o prato, homenageando-o com o sobrenome do seu patrão.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-165" title="Strogonoff com arroz e batata palha" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/pratopeq-300x224.png" alt="Strogonoff com arroz e batata palha" width="300" height="224" /><br />
O <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=7730&amp;tipo=2&amp;isbn=0609609718">Gastronomique</a> aponta também para outra possível versão da história do prato: o verbo <em>strogat</em> em russo siginifica “cortar em pedaços” e pode estar ligado ao fato do principal ingrediente ser composto por tirinhas de carne. A receita relatada no livro é, na minha opinião, afrancesada, pois nos ingredientes consta cenoura, tomilho e vinho branco. Além disso, diferente daquela que costumo fazer, provavelmente “<em>agauchada</em>”. Abaixo apresento a receita, também em formato <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/strogonoff.pdf">pdf</a> e <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/strogonoff.mp3">mp3</a>. Sirva com arroz branco e batata palha.</p>
<p><strong>Receita de Strogonoff</strong></p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<p>1,5 kg de filé mignon, cortado em tiras<br />
50 ml de conhaque<br />
2 colher de sopa de farinha de trigo<br />
1 cebola, grande<br />
2 colher de sopa de molho inglês<br />
1 colher de chá de páprica<br />
2 folhas de louro<br />
1 dente de alho, descascado e esmagado<br />
1 xícara de água<br />
3 colheres de sopa de ketchup<br />
1 colher de chá de mostarda<br />
300 gr de champinhon<br />
1 lata de creme de leite, dessorado<br />
2 colheres de sopa de azeite<br />
2 colheres de sopa de manteiga<br />
quanto basta de sal<br />
quanto basta de pimenta do reino</p>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>Corte o filé mignon em tiras, misture com o conhaque e com a farinha de trigo. Deixe descansar por uma hora, na geladeira, em um pote fechado. Em uma panela coloque o azeite, a manteiga e refogue a cebola com o alho. Enquanto estiver refogando, acrescente o molho inglês, o louro e a páprica. Em fogo brando, adicione a mistura de carne com farinha e conhaque. Deixe fritar um pouco, até a carne ficar cozida por fora, e acrescente a xícara de água. Quando a carne estiver completamente cozida, retire o alho e o louro e coloque o ketchup, a mostarda, a pimenta do reino e regule o sal. Acrescente o champinhon. Por último adicione o creme de leite previamente dessorado. Faça a adição do creme de leite em fogo baixo e não deixe ferver para não talhar.</p>
<p><em>Observações</em></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-179" title="Preparação da carne crua" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/carnecruapeq-300x224.png" alt="Preparação da carne crua" width="300" height="224" /></p>
<ul>
<li>A preparação prévia da carne com farinha de trigo e conhaque é essencial para o sabor e a cremosidade do prato. Se estiver com pressa, não precisa esperar uma hora, 15 minutos já dão sabor ao prato. Como alternativa, deixe temperado de véspera ou de um turno para outro;</li>
<li>O alho é apenas esmagado, não triturado. Para esmagar, coloco o alho em uma tábua, uso uma faca grande por cima com a lâmina paralela a tábua e aplico um soco na faca. Cuidado para não bater na lâmina, sempre bata no prolongamento da faca com o fio virado para o lado oposto ao seu;</li>
<li>A receita não fica tão boa com creme de leite em caixinha. Tem de ser em lata, pois dessa forma é possível dessorar e deixar o creme de leite mais sólido. Alternativamente, use creme de leite fresco (nata);</li>
<li>Para dessorar o creme de leite coloque a lata por 20 minutos no congelador. Ao retirar do congelador faça dois furos com o abridor de latas no lado que estava para baixo e descarte todo o líquido. Se for necessário, faça um furo na outra superfície que ajuda a escorrer o soro.</li>
</ul>
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		<title>Escondidinho</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 14:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O escondidinho é sem dúvida uma comida bem brasileira. Bastante popular em Minas Gerais e no Nordeste, tem como seu ingrediente principal a carne de sol. O mais próximo que temos dela aqui no Rio Grande do Sul é o charque, que não é exatamente a mesma coisa: o preparo das duas, e consequentemente o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escondidinho é sem dúvida uma comida bem brasileira. Bastante popular em Minas Gerais e no Nordeste, tem como seu ingrediente principal a carne de sol. O mais próximo que temos dela aqui no Rio Grande do Sul é o charque, que não é exatamente a mesma coisa: o preparo das duas, e consequentemente o gosto, são bem diferentes.<br />
<a href="http://www.sic.org.br/charque.asp">Segundo o SIC</a> (Serviço de Informação da Carne), o preparo da carne de sol exige um clima bastante seco, o que faz com que a secagem seja rápida. Com isso, uma casca é formada por fora e a parte de dentro é conservada mais úmida e macia. A carne é salgada e colocada em uma “gaiola” especial, tendo assim uma proteção contra as moscas e outros insetos. Em um dia já é possível obter o resultado final. Meu tio que mora em Goiânia, disse que em noites bastante secas e quentes pode-se preparar a carne de sol durante uma noite. Talvez devam chamar de carne de lua&#8230;<br />
Por causa do clima, a carne de sol é de difícil preparo na região sul do Brasil. O que temos por aqui é o charque, que é preparado em galpões, não tendo contato direto com o sol, e que leva uma quantidade bem maior de sal. O charque demora também mais tempo para ficar pronto e tem uma durabilidade maior. Acho que o escondidinho feito de charque fica muito diferente daquele tradicionalmente servido no nordeste. Portanto, na receita que apresento abaixo uso uma carne de segunda que traz um sabor mais próximo do verdadeiro quitute.<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-85" title="aipim" src="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/escondidinho-300x242.jpg" alt="aipim" width="300" height="242" />A origem do nome do prato é fácil de entender: a carne fica escondida por um purê de macaxeira ou de aipim, como chamamos aqui no sul. O aipim é uma raiz tipicamente brasileira, cultivada pelos nossos índios. É um tipo de mandioca, cujo nome científico é <em>manihot utilissima</em>, chamado em algumas regiões de mandioca doce. Não devemos confundir com a tradicional mandioca (brava ou amarga) cujo nome científico é <em>manihot esculenta</em>. Essa é aquela muito usada em farinhas e tapiocas.<br />
Bom, agora que já escrevi sobre o ingrediente principal e o seu fiel escudeiro, coloco abaixo a receita (também em formato <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/escondidinho.pdf">pdf</a> ou <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/escondidinho.mp3">mp3</a>).<br />
Espero que apreciem o prato. Aqueles felizardos que tem acesso a carne de sol, podem utiliza-la no preparo. A carne de sol geralmente não precisa ser cozida na panela de pressão, podendo apenas ser refogada com um pouco de cebola e alho.</p>
<p><strong>Receita de Escondidinho</strong> (<a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/escondidinho.mp3">mp3</a> / <a href="http://www.chefrs.com.br/wp-content/uploads/2009/06/escondidinho.pdf">pdf</a>)</p>
<p><em>Ingredientes</em></p>
<p>1 kg Aipim, descascado e cortado em pedaços<br />
3 Tomates, maduros<br />
2 Cebolas, grandes<br />
¼ Pimentão Vermelho<br />
¼ Pimentão Verde<br />
2 tabletes Caldo de Carne<br />
1,5 kg Agulha, ou outra carne de segunda<br />
1 lata Creme de leite<br />
150 mililitros Cachaça<br />
100 mililitros Molho Inglês<br />
1 dente alho<br />
50 gramas manteiga<br />
100 gramas parmesão, ralado<br />
1 pitada adobo<br />
quanto basta Molho de pimenta<br />
quanto basta sal<br />
quanto basta leite<br />
quanto basta azeite</p>
<p><em>Modo de Preparo</em></p>
<p>Na panela de pressão coloque a carne, o molho inglês, a cachaça, o adobo, o alho amassado e o molho de pimenta. Dê uma fritada, com a panela destampada, até a carne mudar de cor. Coloque os legumes inteiros: tomates, cebolas descascadas e pimentões. Acrescente 1 litro de água com o caldo de carne e tampe a panela de pressão. Cozinhe por uma hora, após pegar a pressão, em fogo brando. Destampe, remova o excesso de caldo e reserve. Desfie a carne e termine de esmagar os vegetais. Cozinhe o aipim em água, até que comesse a se desmanchar. Esmague o aipim e misture com a manteiga e o creme de leite para formar um purê. Caso a mistura esteja muito dura, adicione um pouco de leite para facilitar o manuseio. Em um refratário untado com azeite coloque metade do purê de aipim, acrescente a carne desfiada com os vegetais esmagados e cubra com a outra metade de aipim. Na cobertura coloque o parmesão ralado e leve ao forno até gratinar.  O caldo de carne restante do cozimento na pressão pode ser aproveitado para o cozimento do arroz que irá acompanhar o prato principal.</p>
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